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Samba-canção de 1956 é single de álbum em que Takai pesca pérolas raras de Tom

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Com capa que expõe design criado por Mariana Hardy e Pedro de Albergaria, o álbum O Tom da Takai chega ao mercado fonográfico a partir de 1º de junho com repertório composto por 13 músicas de Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994) em gravações inéditas feitas pela cantora Fernanda Takai para mais um disco solo gravado paralelamente ao trabalho como vocalista do grupo mineiro Pato Fu.

As 13 faixas foram formatadas por Marcos Valle ou Roberto Menescal, que dividem as funções de produtor e arranjador do álbum gravado no estúdio Tambor, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). A partir de amanhã, 25 de maio, o primeiro single do álbum O Tom da Takai já estará nas plataformas digitais em edição da gravadora Deck. Trata-se do doído samba-canção Só saudade (1956), uma das composições menos conhecidas da parceria de Jobim com o compositor Newton Mendonça (1927 – 1960).

A faixa Só saudade foi produzida e arranjada por Marcos Valle, que toca piano e órgão na gravação feita também com o toque do baixo de Alberto Continentino, da bateria de Renato Massa e do violão de Roberto Menescal. A refinada leveza instrumental da faixa contrasta com o peso dos versos sofridos do samba-canção.

Capa do álbum 'O Tom da Takai', da cantora Fernanda Takai (Foto: Arte: Hardy Design)Capa do álbum 'O Tom da Takai', da cantora Fernanda Takai (Foto: Arte: Hardy Design)

Capa do álbum ‘O Tom da Takai’, da cantora Fernanda Takai (Foto: Arte: Hardy Design)

Embora o repertório do álbum O Tom da Takai contenha um ou outro standard do repertório de Jobim, como Estrada do sol (Antonio Carlos Jobim e Dolores Duran, 1958) e Fotografia (Antonio Carlos Jobim, 1958), além de Brigas nunca mais (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1959) e de Bonita (Antonio Carlos Jobim, Gene Lees e Ray Gilbert, 1964), Fernanda dá voz a músicas bem menos ouvidas do compositor carioca.

São os casos de Esquecendo você (Antonio Carlos Jobim e Aloysio de Oliveira, 1959) e sobretudo de Samba torto (Antonio Carlos Jobim e Aloysio de Oliveira, 1960), de Outra vez (Antonio Carlos Jobim, 1954), de Eu preciso de você (Antonio Carlos Jobim e Aloysio de Oliveira, 1959) e de Olha pro céu (Antonio Carlos Jobim, 1960).

Entre essas pérolas mais raras, há duas parcerias de Tom com o compositor fluminense Marino Pinto (1916 – 1965), parceiro menos visível de Jobim na década de 1950. Trata-se do choro Ai quem me dera(composto em 1957, mas somente lançado em disco em 1981) e do samba Aula de matemática (1958).

Com várias músicas lançadas na voz de Sylvia Telles (1935 – 1966), cantora carioca que foi uma das principais intérpretes de Jobim com bossa que se afina com a suavidade da voz de Fernanda Takai, o repertório do álbum O Tom da Takai também inclui The red blouse (Antonio Carlos Jobim, 1967), música lançada por Jobim em registro instrumental no álbum Wave (1967).

Por Mauro Ferreira, G1

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